#Intervençãourbana - 8 - "Metonímia... A mão que afaga, apedreja"

Para dinamizar um vídeo desta vez, achei divertido!
A Metonímia... "A mão que afaga, apedreja"  se despedindo!
Já pegou sua mudinha, ou melhor sua possibilidade?

#intervençãourbana - 7 - "Metonímia... A mão que afaga, apedreja"



Realizar um trabalho como esse é muito difícil. "A Metonímia... A mão que afaga, apedreja" é uma intervenção que contou com muitos parceiros para ficar pronta. Amigos, artistas, parentes e até desconhecidos contribuíram para chegar onde chegamos.
Reservo a este post o apoio institucional que tive.
Cozinha de Produção (cozinhadeproducao@gmail.com)
SESC - Paraíba,
Colégio Motiva,
Studio Conquista (conquiste2010@hotmail.com)


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E para manter uma conexão maior... O Tamarindeiro
que deu origem ao poema que estamos nos apropriando
nesta intervenção. Imagem retirada do Blog do poeta
e amigo, Jairo Cézar. na Realização do
V CELEBRANDO AUGUSTO DOS ANJOS
Foto retirada do Blog www.escritosnoonibus.blogspot.com


#intervençãourbana - 6 - Metonímia... A mão que afaga, apedreja

Foto: Flaw Mendes
"?":
- Viaduto Elpídio de Almeida e "EU".
De quem é a fala?

#intervençãourbana - 5 - "Metonímia... A mão que afaga, apedreja"

E a intervenção já está Em movimento... 
Foto: Wagner Pina

Foto: Wagner Pina
DEBAIXO DO TAMARINDO
           Augusto dos Anjos

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos.

Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da Flora Brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!

#processo - 4 - Intervenção Urbana: "Metonímia... A mão que afaga, apedreja"


Foto: Flaw Mendes



Você sabe qual é o nome da Praça do Giradouro do Viaduto em Campina Grande? Essa questão está sem resposta na cabeça de muita gente. E esse questionamento foi o que motivou o artista plástico, Flaw Mendes, a criar uma Intervenção Artística bem no centro da Praça.

A intervenção acontecerá sob o Viaduto Elpídio de Almeida, o artista realizará sua ação, intitulada "Metonímia... A mão que afaga, apedreja", na praça conhecida como "Praça do Giradouro do Viaduto”, e abordará questões que transitam entre patrimônio, meio ambiente e a relação da sociedade com o bem público, propondo-se a promover uma ampla reflexão.

Neste trabalho a relação arte/apreciador é levemente deslocada, o normal em uma exposição é levar o observador a entender e/ou sentir a obra, neste caso o indivíduo terá um contato com o conceito maior da obra, sem que se faça necessário entendê-lo. Ou seja, a prioridade não se concentra na informação que o observador venha a adquirir, e sim o seu contato, mesmo que inconsciente, com a memória do lugar.

A Intervenção tem um caráter efêmero e acontecerá sob o Viaduto Elpídio de Almeida a partir desta sexta-feira (27), podendo se prolongar por 2 ou 4 dias. A mesma proposta foi selecionada para participar da 6ª Bienal do Esquisito realizada pelo Museu Olho Latino, que acontece partir do dia 05 de maio de 2012, no Centro de Convenções “Victor Brecheret”, em Atibaia (SP).  O evento é uma grande mostra de arte contemporânea, e reunirá obras das mais variadas técnicas, exibirá vídeo-arte e contará também com a apresentação de performances de vários artistas. Entre no site da Bienal para ter mais informações. http://www.olholatino.com.br/site/

Simulação da Intervenção - Flaw Mendes


#processo - 3 - Intervenção Urbana

Foto: Flaw Mendes
Intervenção Urbana
"Metonímia... A mão que afaga, apedreja"
Por Flaw Mendes

--> ESTE FINAL DE SEMANA <--


... sementes lançadas!


#processo - 2 - Intervenção Urbana

O Tamarindo


"No Sudeste Asiático e na índia, 
era atribuída ao tamarindeiro 
a fama de ser morada de influências maléficas, 
sendo seu perfume, sua sombra 
e objetos perigosos, 
produzidos de seu tronco.
Segundo a tradição, as armas 
que possuíssem bainha feita de sua madeira 
teriam poderes para dominar 
o mais temível inimigo, 
até mesmo os considerados invulneráveis."


Fonte: Aqui.


Clique na imagem para ir ao site de origem da fotografia.

#processo - 1 - Intervenção Urbana

sacos, tamarindos e terra vegetal composta.

Metáfora poesia pintura


Foto: Mayara Silveira

A IMAGEM ACIMA É O RESULTADO DE UMA ATIVIDADE DA ESPECIALIZAÇÃO EM ARTES VISUAIS, SEGUE A PROPOSTA DA ATIVIDADE:

Agora, desenvolva um trabalho tomando como ponto de partida uma questão relacionada ao corpo (...). Reflita: que significados você atribui ao corpo? Pense na importância do corpo nas artes visuais, não somente como tema e objeto, mas também como núcleo sensorial que propicia todas as nossas experiências espaciais e temporais.
Para realizar seu trabalho, você pode empregar quaisquer recursos ou linguagens e, se quiser, pode interpretar uma dessas sugestões: 
(...)
os sentidos (tato, olfato, audição, paladar, visão); 
(...)
os discursos e valores culturais relacionados ao corpo, suas imagens e representações; 
Seu trabalho terá como referência um grupo de três a cinco obras, (...) Defina a sua questão a partir de diálogos com essas obras de referência e prepare a sua apresentação visual (...)

E O CONCEITO

A proposta é uma apropriação da fotografia do ensaio intitulado “Alma não tem cor”, 2011, de Mayara Silveira. Cujo trabalho consiste em explorar a diversidade étnica e exaltar a beleza feminina em um contexto contemporâneo. Pra isso, Silveira utilizou tintas sobre o corpo nu das modelos antes de realizar os registros fotográficos.

A imagem base escolhida para a atividade, foi a da atriz Cris Leandro. Com a intenção de trabalhar o corpo enquanto suporte visual metaforizando-o com uma tela, e utilizar para isso outra linguagem, a escrita manual.

A ideia é resignificar a imagem, (e não só ela, mas o CORPO) captando alguns de seus aspectos, e atribuindo-lhe mais uma linguagem, a escrita manual de uma poesia. Contudo a semântica do poema é que confere o sentido pretendido, que é perceber o corpo enquanto representação de uma tela de pintura, não apenas pela prática de jogar tinta sobre ela(e), mas de estabelecer uma metáfora poética (e literária) com o auxílio da escrita manual sobre a fotografia. A profusão de linguagens artísticas que incidindo sobre o corpo, provocasse uma enxurrada sensorial a partir das artes visuais.

POEMA:

No tatear do artista
Os dedos encontram um desejo...
A mão roça a pele da tela...

O som vestigia os silêncios...
Um roçado nas intenções
Excita as pinceladas...

E dentro já não cabe o espaço...
Só a atmosfera em inspiração
Enormece o corpo humano...


O olhar apalpa a superfície e
Escorre em desejo a intenção
e percorre sinuosa a simbiose... 

leve... firme... indo e volta
forte... quente, indo envolta
envolve... arranha, ind evolta
revolta... rasga e roça... indoesobe
agarra... voa, volta e bota
revida a volta... se entrega... E solta...

Se perde e goza!